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	<title>CineScope</title>
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		<title>O básico do documentário</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 19:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma história é a narrativa, é contar um acontecimento, ou uma série de acontecimentos, elaborados de modo a suscitar o interesse do público, seja ele composto de leitores, ouvintes, ou espectadores é uma forma fantástica de contação. Os filmes avançam no tempo e levam consigo públicos. Ora, é seu desejo que também a narrativa avance,...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1618" title="video_camera" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/video_camera-1024x680.jpg" alt="" width="553" height="367" /></p>
<p>Uma história é a narrativa, é contar um acontecimento, ou uma série de acontecimentos, elaborados de modo a suscitar o interesse do público, seja ele composto de leitores, ouvintes, ou espectadores é uma forma fantástica de contação.</p>
<p>Os filmes avançam no tempo e levam consigo públicos. Ora, é seu desejo que também a narrativa avance, e faça-o para motivar a apresentação da exposição. Em outras palavras o que se espera é que o público se mantenha atento e interessado no que está sendo exibido. Quando é sobre uma história pregressa &#8211; &#8220;como chegamos até aqui&#8221; -, costuma ser uma boa ideia mostrar um avanço da história até os dias atuais &#8211; <em>a espinha dorsal da narrativa</em> &#8211; como fio condutor do filme.</p>
<p>O fio condutor é o elemento da históriaque leva o filme adiante, do começo ao fim. Tenha um bom fio condutor que o faça avançar, e <img class="alignright size-full wp-image-1620" title="000_nic619508-600x398" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/000_nic619508-600x398.jpg" alt="" width="336" height="223" />você poderá incorrer nos desvios necessários para a exposição, em uma teoria complexa, fazer uso de personagens adicionais &#8211; tudo o que quiser. Às vezes, esses desvios lhe permitem semear informações que serão retomadas mais adiante; outras vezes, os desvios são guiados pelo fio condutor, e o público quer um outro ollhar para apender mais. O truque é manter o fio condutor sempre indo adiante e lembrar de voltar em um espaço de tempo razoável. Se não tiver um fio condutor avançando, esses desvios parecerão fora de foco e, muito provavelmente, tedioso. O fio condutor irá se quebrar.</p>
<p>Ao considerar um fio condutor, pode ser útil pensar atrair o público muitas vezes leigo ou desinteressado sobre o assunto para algo extrardinário e surpeendente que ele queira saber. Se o filme tem intenção de atingir um público geral é preciso pensar na introdução da história sendo ao mesmo tempo elucidativo e arrebatador. Passar a informação de forma simples e clara logo no início pode buscar e prender o público aparentemente deseinteressado sobre o assunto.</p>
<p>Em outras palavras ao invés de chafurdar no mínimo denominador comum -criar um filme de tirar o fôlego sobre uma pesquisa e exploração especial que seja repleto de platitudes e música (isso é importante) empolgante, e isso é tudo ou quase tudo &#8211; , seu objetivo é criar um filme queseja conduzido por um história que motivará mesmo o espectador médio a querer saber mais detalhes que fazem você vibrar. Eles começarão a se importar porque aqueles detalhes farão a diferença para a história que se desdobra na tela.</p>
<p>Um bom exemplo é o filme <em>Super Size Me</em></p>
<p><a href="http://cinescope.com.br/2011/11/18/o-basico-do-documentario/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Por enquanto é só. Assista mais documentários.</p>
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		<title>O Triunfo da Vontade</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Filme imperdível]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi o próprio Adolf Hitler quem encarregou Leni Riefenstahl, uma dançarina e atriz que se tornou cineasta, de fazer um registro grandioso e celebrador do sexto Congresso do Partido Nazista que se deu em setembro de 1934 em Nuremberg &#8211; o palco da Bavária medieval onde, com deliberada ironia, um tribunal composto pelos vitoriosos Aliados...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1606" title="sjff_02_img0823" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/sjff_02_img0823.jpg" alt="" width="248" height="315" />Foi o próprio Adolf Hitler quem encarregou Leni Riefenstahl, uma dançarina e atriz que se tornou cineasta, de fazer um registro grandioso e celebrador do sexto Congresso do Partido Nazista que se deu em setembro de 1934 em Nuremberg &#8211; o palco da Bavária medieval onde, com deliberada ironia, um tribunal composto pelos vitoriosos Aliados se juntaria em 1945 e 1946 para julgar o criminosos de guerra do Terceiro Reich. Hitler também lhe deu o título do filme. Além de carreirista, Riefenstahl era um talento criativo e, apesar de suas afirmações em contrário no pós-guerra, há provas (neste filme, como em sua cobertura fotojornalística da invasão da Polônia e de seu uso porterior de detentos de campos de concentração como figurantes) de que seu entusiasmo pelo facismo era premeditado, mesmo que discutívemente ingênuo. No entanto, nenhuma discussão sobre suas motivações podem diminuir o impacto devastador de <em>O Triunfo da Vontade</em>. Trata-se de um espetáculo fabuloso, vulgar, porém mítico e, tecnicamente falando, um êxito indiscutível e esmagador.</p>
<p>Ela contou com todos os recursos que um documentarista poderia desejar. Nuremberg foi preparada como se fosse um gigantesco estúdio contando com uma série de complexos cenários. Riefenstahl requisitou a construção de novas pontes e acessos no centro da cidade, além de postes de iluminação e trilhos de câmera, tudo de acordo com suas rigorosas especificações. Dispondo de 30 câmeras e 120 técnicos, ela cumpriu de forma brilhante sua missão em Nuremberg &#8211; glorificar o poder do Estado nazista e fotalecer seu dominio sobre os corações e mentes da Alemanha &#8211; com imagens de tirar o fôlego em uma sinistra escala épica, criando uma obra-prima infame considerada até hoje o mais poderoso filme de propaganda já feito.</p>
<p>O documentário &#8211; que, após seis meses de edição que resultaram em duas horas cuidadosamente selecionadas, representa cerca de 3% <img class="alignright size-full wp-image-1607" title="CRI_113147" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/CRI_113147.jpg" alt="" width="400" height="315" />do material filmado &#8211; começa com Hitler chegando de avião, sua descida das nuvens recebendo o tratamento da entrada de um herói wagneriano, com a cabeça envolta em uma auréola de luz do sol. A aclamação e adulação do Führer por multidões que o saúdam é fundamental para esta apresentação da sua filosofia política como espetáculo mundial, concedendo-lhe um carisma pertubador, apesar de sua postura e do histrionismo de cenas de arquivo, dramas históricos e paródias magistrais, como <em>O grande ditador</em> (1940), de Charles Chaplin, tornaram famosos. Para destacá-lo, o filme traz um caleidoscópio de imagens extraordinárias: jovens vigorosos praticando esportes, procissões ilumidas por tochas, rituais de louvor a suástica, demonstrações militares, milhares de crianças bem treinadas jurando fidelidade ao Movimento e um desfile folclórico ininterrupto que termina com o hino nazista, a &#8220;Canção de Horst Wessel&#8221;.</p>
<p><em>O Triunfo da Vontade</em> é uma demonstração pouco sutil, porém inovadora de técnica, desde enquadramentos engenhosos e composições impactantes até o ritmo implacável da sua habilidosa montagem. Esta é a prova arrepiante, e que não cessa de fascinar, do poder que o cinema tem de impor uma falsa estética espiritual a algo francamente político. Depois da Segunda Guerra Mundial, Riefenstahl foi condenada a quatro anos de prisão pelos americanos e franceses por seu papel na máquina de propaganda nazista, apesar de sua insistência em que fez &#8220;puramente um filme histórico, cinema-verdade&#8221;. As diversas tentativas de ressucitar sua carreira fracassaram. Mais tarde, ela descobriu a fotogafia subaquática e demonstraria ainda ter um olhar de uma artista.</p>
<p><a href="http://cinescope.com.br/2011/11/11/o-triunfo-da-vontade/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Alemanha:</strong> 114 min. P&amp;B</p>
<p><strong>Idioma:</strong> alemão</p>
<p><strong>Direção:</strong> Leni Riefenstahl</p>
<p><strong>Produção:</strong> Leni Riefenstahl</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Leni Riefenstahl, Walter Ruttmann</p>
<p><strong>Fotografia:</strong> Sepp Allgeier, Karl Attenberg, Werner Bohne, Walter Frentz, Willy Zielke</p>
<p><strong>Música:</strong> Herbert Windt</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Adolf Hitler, Max Amann, Martin Bormann, Walter Buch, Walter Darré, Otto Dietrich, Sepp Dietrich, Hans Frank, Josef Goebbels, Hermann Göring, Jakob Grrimminger, Rudolf Hess, Reinhard Heydrich, Konstantin Hierl, Heinrich Himmler, Robert Ley, Viktor Lutze, Erich Raeder, Fritz Reinhardt, Alfred Rosenberg, Hjalmar Schacht, Franz Xaver Schwartz, Julius Streicher, Fritz Todt, Werner von Blomberg, Hans George von Friedeburg, Gred von Rundstedt, Baldur von Schirach, Adolf Wagner</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:</strong> 1001 filmes para ver antes de morrer</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Emoção e Estética</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 21:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Roteiro]]></category>
		<category><![CDATA[argumento]]></category>
		<category><![CDATA[estrutura]]></category>
		<category><![CDATA[roteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida, se você vê um corpo morto na rua, você é atingido por uma onda de adrenalina: &#8220;meu Deus, ele está morto!&#8221; Talvez você fuja de medo. Mais tarde, quando os ânimos se acalmam, você talvez reflita sobre o significado do falecimento desse desconhecido, sobre sua própria mortalidade, sobre a vida sob a sombra...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1578" title="4706_NewsSP" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/4706_NewsSP-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" />Na vida, se você vê um corpo morto na rua, você é atingido por uma onda de adrenalina: &#8220;meu Deus, ele está morto!&#8221; Talvez você fuja de medo. Mais tarde, quando os ânimos se acalmam, você talvez reflita sobre o significado do falecimento desse desconhecido, sobre sua própria mortalidade, sobre a vida sob a sombra da morte. Essa contemplação talvez mude seu jeito de pensar, de modo que na próxima vez que você for confrontado com a morte, você terá uma nova reação, talvez mais compassiva. Ou, revertendo o padrão, você pode, na juventude, pensar profunda porém não sabiamente sobre o amor, abraçando uma visão idealista que lhe leva a um romance intenso porém muito doloroso. Isso pode endurecer seu coração, criando o cínico que em uma idade mais avançada acha amargo o que os jovens ainda acham doce.</p>
<p>Sua vida intelectual o prepara para experiências emocionais que então lhe urgem em direção de novas percepções que, por sua vez, recriam a química dos novos encontros. Os dois reinos influenciam um ao outro, mas primeiro um e depois o outro. Na verdade, na vida, momentos que brilham com fusão de idéia e emoção são tão raros que, quando acontecem, você acha que está passando por uma experiência religiosa. Mas enquanto a vida separa o significado da emoção, a arte os une. A história é um instrumento com o qual você cria tais epifanias a gosto, o fenômeno conhecido como <em>emoção estética</em>.</p>
<p>A fonte de toda arte é a psique humana primitiva, necessidade pré-linguística de resolução de todo cansaço e discordância através da<img class="alignright size-medium wp-image-1580" title="laurence6-4439" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/laurence6-4439-300x270.jpg" alt="" width="300" height="270" /> beleza e da harmonia, pelo uso da criatividade para reviver uma vida assassinada pela rotina, por uma ligação com a realidade através de nosso senso instintivo pela verdade. Como música e dança, pintura e escultura, poesia e canção, a história é primeira, última e terenamente a experiência da emoção estética &#8211; o encontro simultâneo de pensamento e sentimento.</p>
<p>Quando uma idéia se junta a uma carga emocional, ela se torna o que há de mais poderoso, mais profundo, mais memorável. Você pode esquecer o dia em que você viu um corpo morto na rua, mas a morte de Hamlet lhe assombra para sempre. A vida por si própria, sem a arte para moldá-la, deixa-o na confusão e no caos, mas a emoção estética harmoniza o que você sabe com o que você sente para dar-lhe uma estória bem contada lhe dá o que você não consegue arrancar da vida: experiência emocional significativa. Na vida, experiências tornam-se sigficativas. Na vida, experiências tornam-se significativas <em>quando refletidas ao longo do tempo</em>. Na arte, elas são significativas <em>agora, no instante em que ocorrem</em>.</p>
<p>Nesse sentido, a história é, fundamentalmente, não intelectual. Ela não expressa idéias nos argumentos secos e intelectuais de um ensaio. Mas isso não quer dizer que a história é anti-intelectual. Reamos para que o autor tenha idéias importante e visão do mundo. Isso quer dizer que a troca entre artista e público expressa a idéia diretamente através dos sentidos e percepção, intuição e emoção. Ela não requer mediadores, nenhum crítico para raionalizar a transação, para substituir o inefável e a sensação pela explicação e abstração. Acume acadêmico aperfeiçoa o gosto e o julgamento, mas você nunca deve achar que crítica é arte. Análise intelectual, não importando o quão genial seja, não alimentará a alma.</p>
<p>Uma história bem contada não expressa os argumentos exatos de uma tese nem desabafa emoções raivosas e incompletas. Ela é um triunfo do casamento do racional com o irracional. Pois um trabalho que é essencialmente emocional ou essencialmente racional não pode ter a validade de um que atiça nossas sutis faculdades da simpatia, empatia, premonição, discernimento&#8230; nossa sensibilidade inata à verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Definindo a cena</title>
		<link>http://cinescope.com.br/2011/11/01/definindo-a-cena/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direção]]></category>
		<category><![CDATA[Produção]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem Cinematográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Para usar bem a câmera e todas as ferramentas que ela posssa oferecer é necessário que você faça um estudo criativo de diferentes ítens para que a historia apareça no seu filme. Tenha sempre em mente como vai usar estas ferramentas: Iluminação Onde estão objetos e pessoas no quadro Cor, balanço de branco Shapes Símbolos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1566" title="appcenter" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/11/photoappcenter.jpg" alt="" width="620" height="400" /></p>
<p>Para usar bem a câmera e todas as ferramentas que ela posssa oferecer é necessário que você faça um estudo criativo de diferentes ítens para que a historia apareça no seu filme.</p>
<p>Tenha sempre em mente como vai usar estas ferramentas:</p>
<ul>
<li>Iluminação</li>
<li>Onde estão objetos e pessoas no quadro</li>
<li>Cor, balanço de branco</li>
<li>Shapes</li>
<li>Símbolos</li>
<li>Quanto está em foco</li>
<li>Abertura &#8211; quanta luz está entrando através da íris.</li>
</ul>
<p>Estes pontos se aplicam a fotografia mas para cinema é necessário acrescentar mais dois:</p>
<ul>
<li>Movimento da câmera na ação</li>
<li>Movimento dos objetos ou pessoas no quadro.</li>
</ul>
<p>Quando você reúne essas coisas, pode parecer um enorme quebra-cabeça 3D no qual todos os elementos interagem. Pode ser muito desanimador precisar usar e combinar habilmente todas essas práticas ao tentar lidar com a realidade das filmagens como mau tempo, trabalho noite adentro ou equipe insatisfeita. Mas tudo fica mais fácil se você se concentrar em apenas duas perguntas para cada cena que monta:</p>
<ol>
<li>O que acontece com a história nesta cena?</li>
<li>Qual a atmosfera?  Como deve ser sentida?</li>
</ol>
<p>Você pode se aprofundar um pouco mais nessas perguntas &#8211; a primeira é sobre o que é visto explicitamente, é óbvia, e é um fato. Mas a segunda é onde as coisas ficam interessantes, porque essa é a parte que está implícita, que não vem à tona, é apenas insinuada.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fellini 8 1/2</title>
		<link>http://cinescope.com.br/2011/10/14/fellini-8-12/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 20:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filme imperdível]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Fellini]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcello Mastroianni de chapéu e charuto na banheira&#8230; Paredes brancas atemporais e a linha negra do chicote&#8230; Mulheres impressionantes e fantasias&#8230; As imagens de Fellini 8¹/2 permanecem vivas, bem como seus sons. O filme é um monumento a um ícone do barroco europeu na metade do século XX. É também um dos mais brilhantes, imaginativos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1554" title="fellini" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/fellini.jpg" alt="" width="235" height="314" />Marcello Mastroianni de chapéu e charuto na banheira&#8230; Paredes brancas atemporais e a linha negra do chicote&#8230; Mulheres impressionantes e fantasias&#8230; As imagens de<em> Fellini 8¹/2</em> permanecem vivas, bem como seus sons. O filme é um monumento a um ícone do barroco europeu na metade do século XX. É também um dos mais brilhantes, imaginativos e engraçados filmes de seu tempo. E isso não é tudo foi um ponto de transição na carreira de um dos maiores cineastas daquela era, que obteve êxito em transformar uma crise pessoal em obra de arte. Aqui Fellini abre  caminho para a realização de clássicos como <em>Amacord</em>, <em>Roma</em>, <em>Satyricon</em>, <em>A Cidade das Mulheres,</em> <em>Casanova</em> e<em> E La Nave Na</em>.</p>
<p>Depois de oito longas, Fellini já havia recebido todo o reconhecimento possível como diretor (incluindo sucesso, prêmios, críticas positivas e até excomunhão por conta de <em>La Dolce Vita</em>). Reconheceu a influência dos mestres (Rosselini, Visconti, De Sica, etc.) e encontrou seu próprio caminho. Entretanto, apesar de estar com apenas 43 anos, parecia que tinha obtido tudo que era possível com o seu trabalho, <em>8¹/2</em> surge como uma ponte entre o período de realização artística precoce e uma nova aventura. Uma aventura que possívelmente é o segmento mais criativo e original de sua obra, mas que acabou sendo seguida ainda por outra virada.<img class="alignright size-medium wp-image-1555" title="fellini12" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/fellini12-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p>E não é só. O filme representa um importante avanço na caminhada do cinema em direção à modernidade e apresenta uma das mais inventivas reflexões sobre o ato criativo em si. O processo mental, material, psicológico e libidinoso é encenado à moda de Pirandello, de forma extravagante, que deve ser apreciado por qualquer pessoa que se interesse sobre os mecanismos artísticos e os labirintos da mente. Mas nem isso é tudo. No fundo de todas as boas razões para considerar 8¹/2 um tesouro existe uma que é a principal e que, para dizer a verdade também é a mais modesta de todas. A história da angústia de um diretor que precisa trabalhar, sobre um homem que tem que lidar com suas mulheres, sobre um ser humano que precisa enfrentar a vida e a morte é essencialmente tocante.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1556" title="eight and a half" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/eight-and-a-half-300x161.jpg" alt="" width="300" height="161" />Embora apresente visões inventivas e situações pertubadoras, no limiar entre o sonho e a realidade, com humor e medo, o filme questiona os relacionamentos que afetam todo mundo: com os pais, filhos, colegas de trabalho, as dificuldades de envelhecer, se perder ou reencontrar os medos da infância. Com uma magnífica fotografia em preto-e-branco, enquadramentos geométricos e não realistas, o uso sugestivo de sons e imagens, <em>8¹/2</em> não elabora uma tese sobre os estado da arte ou se debruça em investigações psicanalíticas. Ao invés disso, abre uma janela que revela um pouco do interior de cada um de nós, artistas ou não artistas, homem ou mulher. <strong>J-MF</strong></p>
<p><a href="http://cinescope.com.br/2011/10/14/fellini-8-12/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>Itália / França</strong> 145 min. P&amp;B</p>
<p><strong>Idiomas:</strong> italiano, inglê e francês</p>
<p><strong>Direção:</strong> Federico Fellini</p>
<p><strong>Produção:</strong> Angelo Rizzoli</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Federico Fellini, Ennio Fiaiano, Tullio Pinelli, Brunello Rondi</p>
<p><strong>Fotografia:</strong> Gianni Di Venanzo</p>
<p><strong>Música:</strong> Nino Rota</p>
<p><strong>Elenco:</strong>Marcello Mastroianni, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Sandro Milo, Rosella Falk, Barabara Steele, Madeleine LeBeau, Caterina Boratto, Eddra Gale, Guido Albertini, Mario Conocchia, Bruno Agostini, Cesarino Miceli Picardi, Jean Rougeul, Mario Pisu</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:</strong> 1001 Filmes para ver antes de morrer.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A alma da cena</title>
		<link>http://cinescope.com.br/2011/10/06/a-alma-da-cena/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 17:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direção]]></category>

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		<description><![CDATA[A maneira como você aponta a câmera é crucial &#8211; e não se trata apenas de descrever a ação para que possamos acompanhar o enredo. Você precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo: mostrar o que está acontecendo na cena, mas também transmitir algum sentimento ou estado de espírito. A diferença entre apenas mostrar a...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1526" title="enquadramento" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/dsc012151.jpg" alt="" width="576" height="331" /></p>
<p>A maneira como você aponta a câmera é crucial &#8211; e não se trata apenas de descrever a ação para que possamos acompanhar o enredo. Você precisa fazer duas coisas ao mesmo tempo: mostrar o que está acontecendo na cena, mas também transmitir algum sentimento ou estado de espírito.</p>
<p>A diferença entre apenas mostrar a ação e realmente conferir-lhe uma atmosfera é enorme. É como a diferença entre um gráfico de estatísticas de um jogo de futebol (quem fez um gol e quando) e um comentário dinâmico do mesmo jogo, com todos os altos e baixos emocionais que o gráfico é incapaz de mostrar. Um descreve o que aconteceu e outro coloca você realmente em campo. Portanto, mostre o que precisa mostrar, mas faça isso com sentimento.</p>
<p><strong>Diagnosticando o enquadramento</strong></p>
<p>Dê uma olhada em como estão seus filmes agora. Descubra sua qualidades e identifique os traços que deve descartar. Reúna alguns de seus filmes ou sequências de cenas anteriores, tranque a porta, pegue uma caneta e papel e comece:<img class="alignright size-thumbnail wp-image-1529" title="PALETA DE CORES" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/PALETA-DE-CORES-150x97.png" alt="" width="150" height="97" /></p>
<ol>
<li><strong>Você tem uma paleta de cores?</strong> Assista seu último filme em velocidade acelerada, e à medida que as imagens fluem tente perceber que cores são predominantes. Uma paleta limitada de três ou quatro cores que se complementam significa que você está no caminho certo; se tudo o que você vê é uma massa turva, então precisa controlar a paleta de cores.</li>
<li><strong>Congele quadros aleatórios e faça um demorado e minucioso exame de imagem.</strong> Divida a tela em nove retângulos iguais e veja se cada um deles tem um propósito. Cada um desses retângulos tem de contribuir <img class="alignright size-medium wp-image-1531" title="a-paleta" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/a-paleta-de-cores-do-jardim-Decorate-Outdoor-Design-Decorating-Ideas-300x229.jpg" alt="" width="300" height="229" />com o objetivo da tomada &#8211; quer explicitamente mostrando algo que precisamos ver, quer direcionando os olhos para algo importante simplesmente permanecendo vazio e limpo.</li>
<li><strong>Continue avançando rápido e verifique se há uma variedade de ângulos de câmera.</strong> Toda ação tem quase a mesma distância da câmera, ou há uma série de close-ups, tomadas médias e assim por diante?</li>
<li><strong>Por fim, congele quadros aleatórios e descubra, em termos gerais, a quantidade de sombra e luz.</strong> Muitos cineastas sugerem que se em dois terços da tela houver o predomínio de tons mais escuros isso cria uma aparência melhor. Você está iluminando excessivamente o quadro?</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1533" title="o_vazio" src="http://gac73.s3.amazonaws.com/files/2011/10/o_vazio.jpg" alt="" width="560" height="386" /></p>
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		<title>Case de cinema para iPad</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 13:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[câmeras]]></category>
		<category><![CDATA[lentes]]></category>
		<category><![CDATA[web filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[O número de acessórios que estão surgindo e ainda vão surgir para que a possamos cada vez mais fazer filmes sem depender de um único equipamento, não para de crescer, recentemente falei aqui sobre um adaptador para colocar lentes de câmeras SLR em um iPhone, agora tem este interessante case, chamado Movie Mount que possibilita...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1462" title="movie.mount.500" src="http://cinescope.com.br/files/2011/09/movie.mount_.500.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>O número de acessórios que estão surgindo e ainda vão surgir para que a possamos cada vez mais fazer filmes sem depender de um único equipamento, não para de crescer, recentemente falei aqui sobre um adaptador para colocar <a href="http://cinescope.com.br/2011/08/10/dslr-no-iphone/">lentes de câmeras SLR em um iPhone</a>, agora tem este interessante case, chamado Movie Mount que possibilita colocar lentes, microfone, luz externa e tripé em um iPad, o video abaixo mostra como a coisa toda funciona.</p>
<p><a href="http://cinescope.com.br/2011/09/01/case-de-cinema-para-ipad/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p>Em breve a venda na <a href="http://www.makayama.com">Makayama</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filosofando em 16:9</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 20:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além do cinema]]></category>
		<category><![CDATA[CineScope]]></category>
		<category><![CDATA[Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem Cinematográfica]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[status quo]]></category>

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		<description><![CDATA[Filmes são fontes de inspiração e de mudanças, arriscar fazer um filme e não tentar mexer com as estruturas estabelecidas, é o grande erro que podemos cometer premeditadamente, esqueça o seu ego e esqueça o dinheiro. Vi um vídeo hoje, que criei um link em nossa página no facebook, sobre uma montagem com cenas de...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Filmes são fontes de inspiração e de mudanças, arriscar fazer um filme e não tentar mexer com as estruturas estabelecidas, é o grande erro que podemos cometer premeditadamente, esqueça o seu ego e esqueça o dinheiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1442" title="dead poets society" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/dead-poets-society.jpg" alt="" width="576" height="302" /></p>
<p>Vi um vídeo hoje, que criei um link em nossa <a href="http://www.facebook.com/pages/CineScope/161493242808">página no facebook</a>, sobre uma montagem com cenas de vários filmes que contam uma mensagem interessante com relação a perspectivas e expectativas que devemos ter em relação a vida. Cinema sempre foi uma fonte de inspiração para as pessoas desde o início do século passado, muitas vezes serviu como referência de padrões de comportamento para mudanças sociais que influenciaram gerações inteiras.</p>
<p>O cinema sempre foi linguagem, é a arte de contar histórias com imagem e som. Para que as pessoas se emocionem a história tem que ser bem escrita e tocar as pessoas, é uma arma poderosa que consegue tirar as pessoas da razão e colocá-las em uma outra esfera como que num mundo novo e fora da nossa realidade, por mais fatos reais que o filme aborde. Quando nos propomos a contar uma história, nela colocamos a nossa visão e direcionamos a que emoções elas nos remetem, esta intensidade é que podemos chamar de nossa verdade, não estou falando de verdades individuais e sim verdades universais que motivam todos os seres humanos e que aos poucos está perdendo a importância nos filmes feitos hoje em dia.</p>
<p>Fazer um filme envolve uma difícil conta matemática que todo cineasta tem que realizar, que é oferecer produto e arte ao mesmo tempo, como fazer cinema é uma labuta árdua a tendência é cair para uma lado ou para o outro, por isso vemos filmes que mais parecem tirados das prateleiras de um supermercado, como é o caso da grande maioria dos filmes hollywoodianos e que normalmente vem atrelados a campanhas de marketing violentas que muitas vezes não justificam o esforço de ver o filme ou vemos filmes medíocres pseudo-intelectualoides que não nos falam nada e que pretendem muito mais ser uma performance do que uma história a ser contada. Em nenhum dos dois casos devemos escolher como caminho.</p>
<p>Se olharmos para o básico que é contar uma história e nos remetermos a tempos imemoriais, veremos que homens dentro da caverna olhando para as sombras projetadas na parede já estavam ali tentando entender o que aquilo queria dizer e assim compreender a si mesmo. Por isso vamos nos debruçar nas histórias e desenvolve-las ao máximo antes de qualquer outra coisa. Um conteúdo relevante é tudo que um filme precisa em sua essencial mas de nada adianta se ninguém ver, aí entra o trabalho de pensar a embalagem que este conteúdo terá esta embalagem envolve uma série de fatores de pré-produção, definição da estética e como será passado e para quem este conteúdo, os dois são igualmente importantes e se complementam.</p>
<p>Tudo isso tem que estar compreendido na hora de fazer um filme e assim mesmo devemos lembrar de um último detalhe pequeno e importante que envolve risco e erro. Qualquer filme é uma oportunidade de expor o seu mundo para os outros verem e opinarem o risco existe e é inerente a qualquer obra, seja blockbuster ou a mais pura arte, devemos trabalhar sempre conscientes que podemos errar e que muitas vezes pode ser melhor que acertar se tivermos mostrando a nossa verdade e envolvimento no filme.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sexo, Mentiras e Videotape</title>
		<link>http://cinescope.com.br/2011/08/19/sexo-mentiras-e-videotape/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 20:49:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filme imperdível]]></category>
		<category><![CDATA[direção]]></category>
		<category><![CDATA[Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

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		<description><![CDATA[Me lembro em 1989, que este foi o ano em que comecei a encarar filmes mais relevantes cinematográficamente, comecei a querer entender o cinema e como ele podia ser feito, estava claro que seria impossível ter a pretensão de realizar filmes hollywoodianos, mas as informações que tínhamos era muito pouca do que se fazia fora...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1424" title="Sex_Lies_and_Videotape" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/Sex_Lies_and_Videotape.jpg" alt="" width="280" height="200" />Me lembro em 1989, que este foi o ano em que comecei a encarar filmes mais relevantes cinematográficamente, comecei a querer entender o cinema e como ele podia ser feito, estava claro que seria impossível ter a pretensão de realizar filmes hollywoodianos, mas as informações que tínhamos era muito pouca do que se fazia fora do circuito comercial. Como estava começando resolvi esperimentar assistir um sucesso de bilheteria do cinema chamado independente, <em>Sexo, Mentiras e Videotape</em> escrito e dirigido pelo estreante Steven Soderbergh, hoje conhecido por sucessos blockbusters como <em>Erin Brockovich</em>, <em>Traffic</em> e <em>Ocean´s Eleven</em>.</p>
<p>Escrito em apenas oito dias e filmado em cinco semanas, o filme teve o<img class="alignright size-medium wp-image-1425" title="Steven-Soderbergh-001" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/Steven-Soderbergh-001-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /> mérito de levar muitas pessoas, eu inclusive, ao cinema fora do circuito comercial, e assistir um filme de baixo orçamento, com cenas de ação zero e  essencialmente falado, mas a força dele está justamente nesta sua diferença, ao mostrar um visão ardilosa, sexy e inteligente dos relacionamentos vividos por pessoas no Sul dos EUA.</p>
<p>Andie MacDowell é Ann Millaney, uma esposa perfeita presa a um casamento tedioso e quase sem sexo com John (Peter Gallagher), um advogado vaidoso e egoísta. Escondido de Ann, John está tendo um caso com a irmã briguenta dela, Cynthia (Laura San Giacomo), mas todos os segredos e mentiras em seus relacionamentos recíprocos são revelados quando Graham (James Spader), um colega de escola de John, chega a cidade, forçando todos a encarar verdades sobre os outros e sobre si mesmos. <img class="size-medium wp-image-1426 alignleft" title="sexlies1" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/sexlies1-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" />Graham, é claro, tem sua próprias surpresas a revelar &#8211; ele trouxe uma mala cheia de fitas de video, cada uma com uma mulher falando abertamente sobre seus segredos sexuais. Mas como conseguiu que tantas mulheres se abrissem para ele?</p>
<p>Os diálogos criados por Soderbergh são espantosamentes francos e ele tem em mãos um grupo extremamente talentoso de atores que interpretam suas falas com brilho. MacDowell, perfeita como a esposa arrumadinha e San Giacomo é um achado interpretando a sua irmã desinibida. Mas é Spader que se destaca ao interpretar com profundidade e sensibilidade o principal personagem do quarteto reprimido criado por Soderbergh.</p>
<p><a href="http://cinescope.com.br/2011/08/19/sexo-mentiras-e-videotape/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
<p><strong>EUA:</strong> 100 min. cor</p>
<p><strong>Idioma:</strong> inglês</p>
<p><strong>Direção:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Produção:</strong> John Hardy</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Steven Soderbergh</p>
<p><strong>Fotografia:</strong> Walt Lloyd</p>
<p><strong>Música:</strong> Cliff Martinez</p>
<p><strong>Elenco:</strong> James Spader, Andie MacDowell, Peter Gallagher, Laura San Giacomo, Ron Vawter, Steven Brill, Alexandra Root, Earl T. Taylor, David Foil</p>
<p>Indicado ao Oscar de melhor Roteiro e Steven Soderbergh Foi ganhador da Palma de Ouro em Cannes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Funcionamento da Câmera</title>
		<link>http://cinescope.com.br/2011/08/16/funcionamento-da-camera/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 20:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Equipamentos]]></category>
		<category><![CDATA[audio]]></category>
		<category><![CDATA[câmeras]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[lentes]]></category>
		<category><![CDATA[obturador]]></category>
		<category><![CDATA[timecode]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda como funciona as câmeras em geral (video ou foto) para que você possa extrair o máximo possível delas em seus filmes. Basicamente&#8230; a luz atravessa uma pequena abertura na frente da câmera, passa por um primeiro conjunto de lentes que ampliam ou reduzem. Alcança o foco com o segundo conjunto de lentes e é...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1405" title="cam_inside" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/cam_inside.jpg" alt="" width="250" height="207" />Entenda como funciona as câmeras em geral (video ou foto) para que você possa extrair o máximo possível delas em seus filmes.</p>
<p>Basicamente&#8230; a luz atravessa uma pequena abertura na frente da câmera, passa por um primeiro conjunto de lentes que ampliam ou reduzem. Alcança o foco com o segundo conjunto de lentes e é captado por um chip que transforma a imagem em um código binário (0 e 1) por cores e intensidade de luz, e submetida a uma compressão de dados e por fim armazenado para posteriormente ser &#8220;lido&#8221; em um computador para a edição.</p>
<p>Partes da câmera:</p>
<p>Na parte da frente da câmera tem uma pequena abertura chamada íris, que aumenta ou diminui de acordo com a <img class="alignright size-full wp-image-1406" title="olho_1" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/olho_1.jpg" alt="" width="240" height="180" />quantidade de luz de que a câmera precisa. Ela funciona como o olho humano: menor quando está claro e ensolarado, maior em condições de baixa luminosidade. Você pode alterar manualmente a íris para criar efeitos, fazendo um local parecer estar sob luz noturna, reduzindo a entrada de luz.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1407" title="59dbaecc68335bd246d0af4ebbd2120e.wix_mp" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/59dbaecc68335bd246d0af4ebbd2120e.wix_mp-300x225.jpg" alt="" width="180" height="135" />Em seguida o obturador também reage à luz &#8211; abrindo e fechando de acordo com a quantidade de luz presente. Não confunda a velocidade do obturador com a velocidade de projeção, ou frame rate. A velocidade de projeção permanece a mesma onde quer que você esteja.</p>
<p>As melhores câmeras hoje em dia trabalham em formato Vídeo Full HD é capturado em resolução de 1920 x 1080 a 30p (29.97), 24p (23.976) ou 25p quadros por segundo, para até 4GB por clipe. Os filmes são salvos em arquivos .MOV e podem ser vistos em Full HD com saída HDMI. Outros tamanhos de gravação incluem HD em 1280 x 720 (50p / 60p (59.94) qps) ou SD/VGA a 640 x 480 (50p / 60p (59.94) qps).</p>
<p>A área da lente na frente da câmera é composta de várias peças de vidro de alta precisão em dois grupos: um na frente da câmera para ampliar ou reduzir e outro atrás para focalizar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1409" title="abertura_diafragma" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/abertura_diafragma-300x167.jpg" alt="" width="270" height="150" /></p>
<p>O ideal é que você faça o foco manualmente assim como a íris e a velocidade do obturador para que a cena fique como você planejou, evite o formato &#8220;auto&#8221; perca um pouco de tempo aprendendo a utilizar a câmera manualmente para que o filme mais nitidamente com a sua assinatura.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1411" title="digital-camera-11" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/digital-camera-11.jpg" alt="" width="160" height="136" />Depois que a luz atravessou um segundo conjunto de lentes, ela cai sobre uma área com um dispositivo de captura de imagens chamado CCD (Charge-Coupled Device), um pequeno chip que analisa a luz de acordo com a intensidade e cor. A qualidade de fabricação dessas lentes e o tamanho do chip afetarão a qualidade final da imagem.</p>
<p>O balanço de brancos é um recurso que ajuda a corrigir a cor da luz. Cada situação de luz produz uma cor ligeiramente diferente. O recurso de balanço automático calcula a melhor representação de cor com base na cor branca. Mas ela não é confiável e pode mudar facilmente dentro de uma cena, resultando em estranhos erros de continuidade &#8211; num minuto a tela parece ótima, no minuto seguinte, o elenco está todo em tons de azul.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1412 aligncenter" title="whitelight" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/whitelight.jpg" alt="" width="391" height="564" /></p>
<p>Equanto isso os sons que acompanham as imagens são gravados. O microfone aberto capta todo o som ao redor dele, logo não é realmente bom para cinema. Procure encaixar um microfone externo na câmera para que a qualidade do som não seja comprometida.<img class="alignleft size-full wp-image-1413" title="SoundWave" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/SoundWave.jpg" alt="" width="210" height="210" /></p>
<p>Antes de todas essas informações serem enviadas para a fita, unidade de flash ou cartão SD, elas precisam ser compactadas. Essa compressão ocorre em quase todas as câmeras, exceto nos modelos profissionais <em>high-end</em>, e é essencial viabilizar esse recuruso para armazenar a quantidade de dados que as imagens em vídeo criam.</p>
<p>Cada quadro recebe um número de 8 dígitos único, conhecido como código de tempo, ou <em>timecode</em>, para que possa ser recuperado facilmente durante a edição.</p>
<p>Hoje os dados armazenados do que filmamos ficam armazenados em disco rígidos facilitando a tranferância para o computador.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1414" title="timecode-full" src="http://cinescope.com.br/files/2011/08/timecode-full.jpg" alt="" width="496" height="149" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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