08.10.2017

Quando Darren Aronofsky dirigiu Noé em 2014, todos esperavam uma literalidade específica do conto bíblico presente no livro de Gênesis, porém, o diretor adaptou a obra como um conto de fantasia, com elementos fantásticos que aproximavam a clássica Arca de Noé em uma espécie de filme sobre uma jornada de descobrimento e não sobre o homem que temia e obedecia a Deus. O filme, obviamente, não agradou nem um pouco o público religioso, que assistiu em maioria o filme nos cinemas, rendendo maior parte da bilheteria. Não atendeu também os fãs do diretor, que esperavam mais um dos thrillers psicológicos que marcaram a carreira do diretor. Para azar maior do estúdio, a trama não agradou tão pouco o público geral, visto que na trama não há nenhuma novidade.

Aronofsky sabe disso. Sabe que seu público está pronto e unicamente preparado para se assistir um plot twist que mistura suspense e psicologia, como vistos anteriormente em “Cisne Negro” e “Requiem para um sonho”. Tentando emular essa sensação, o diretor deu a vida a seu mais novo projeto, Mãe!

Recebendo críticas positivas e negativas de forma balanceada, aqui vemos uma forma de representar o velho testamento, trazendo uma crítica também a como a devoção pode se tornar fanatismo (essa é uma das outras muitas interpretações do final do filme).

Muito se diz que quem não gostou, foi porque não entendeu a trama, mas o longa deixa de forma clara muitas vezes que se trata de uma representação de trechos da bíblia. Mas esse não é o problema, acontece que se trata de um filme longo e que a mesma situação ocorre repetidas vezes, o que pode deixar o espectador atento e nervoso ou entediado.

Apesar disso, o filme tem seu mérito pelo roteiro inteligente e por ousar fazer algo que ainda não foi visto: representar passagens da bíblia dessa forma.

Nota:

categorizado como: Destaques, Filmes
postado por Carol Barth
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